O Processo de Crescimento Psicoterapêutico.
Não é fácil admitir que se necessita de psicoterapia, o autoconhecimento, some-se a isso o fato de ser um tipo de ajuda para a qual muitos acreditam ser desnecessário um psicólogo: basta “vontade”, ou somente utilizar outros “métodos” (que são prazerosos) para aliviar o incômodo: como compras, viagens, programas à noite, restaurantes, etc:
Abrir-se ao tratamento:
o que você sentir no relacionamento comigo, no que lhe digo, minha postura, minhas falas; suas imaginações e sentimento para comigo, é indspensável comunicar, sobretudo quando há um incômodo. Isso ajudará na sua psicoterapia. Não será visto como “questão pessoal” e não ficarei ofendido; será considerado inclusive, para entender melhor como você é. O mais importante na consulta é trazer o que mais sente/pensa no momento, mesmo que aparentemente para você seja algo incompreensível, “ridículo”, tudo importa aqui e, quando o conflito e aberto e entendido, geralmente a relação amadurece:
Inverdades:
é bem provável que você não diga inverdades, contudo, por vezes, com receio de ser mal julgado por mim, de que eu pense que você possa ser “louco”, “bandido”, “canalha”, “vadia”, “interesseira”; e outras coisas consideradas por você ou pela sociedade como ‘péssimas’; inclusive preconceito com sua religião, time de futebol, preferência política, sexual, e outras; você pode não dizer a verdade por completo, omití-la ou até dizer inverdades. O problema é que isso vai atrapalhar para eu formar um quadro mais correto a seu respeito, e a nos aprofundarmos melhor seu autoconhecimento; e pior, terá de lembrar-se sempre da inverdade para sustentá-la e não cair em contradição. Nestes casos, o melhor é dizer que não quer falar sobre determinado assunto; caso ele apareça, e conforme nossa relação ficar mais confiante e aberta, será mais fácil para se abrir comigo:
Entendendo melhor o ‘EU’, Personalidade, (o “meu Psicológico” / Comportamental):
É difícil entrar em contato consigo mesmo, temos a tendência natural de sempre nos distrairmos de nós mesmos, pois temos conflitos pessoais; e então “fugimos” até mesmo com algo considerado “sério”, como estudar ou trabalhar. Mas esse contato consigo é básico para o desenvolvimento pessoal, incômodos que não se compreende bem e muito menos se tem controle.
A psicologia/psicanálise/TCC entende que o ser humano não dá conta sozinho de se ajudar no sentido de desenvolver sua personalidade, logo precisa da ajuda de um profissional capacitado e amadurecido. Nossa ‘psiquê’ não se mostra claramente a nós. Por exemplo, uma pessoa casada, muito insatisfeita com o casamento, com todas as possibilidades de separar-se, não entende por que não o faz mesmo “tendo certeza” que quer há anos. Uma pessoa endividada não consegue controlar seu impulso para continuar comprando o que não é essencial; ou doenças que a medicina não resolve e recomenda psicoterapia. O ‘EU’ não é algo que possa ser visto numa ressonância magnética, não funciona como um motor de carro ou como um computador. Por exemplo, não existe comprimido para diminuir um ciúme:
Diferenciar “o que é meu” com “a situação (externa) que incomoda”:
exemplo, uma pessoa explica seu estresse por “pressão no trabalho”; e, realmente está sendo muito exigida. Contudo, o seu ‘EU’ pode estar potencializando essa situação: 1) sendo uma pessoa de alta ou baixa autoestima pode estar se dedicando as suas coisas em excesso; 2) se for perfeccionista, talvez tenha dificuldade em delegar atividades e em pedir; 3) magoar-se com facilidade, e a situação de estresse que já era ruim, fica pior. Então, na psicoterapia, compreendendo melhor como se é; e se desenvolvendo, lidará melhor com a situação que incomoda:
Tempo:
você precisará lidar com a necessidade de querer uma melhora rápida e ampla: não há como melhorar de uma depressão, por exemplo, com oito consultas. Se não forem tratadas as origens psicológicas que levaram seu ‘EU’ a estar nessa depressão e estar fortalecido para lidar com ela (além do problema real). Uma dificuldade que você tem há anos (ou décadas) não se resolve fácil e rápidamente (sobretudo se for em uma consulta semanal). Lembre que não se pode ver, pegar e manipular a ‘Psiquê’ como um órgão do corpo. Exemplo: um atleta se machuca, fica meses afastado, fazendo fisioterapia, se exercita por mais outros meses até voltar à forma antiga. Ou, se você quer se evoluir fazendo uma pós-graduação, terá algumas aulas por semana e por vários meses. Eu não alongo o tratamento, não faz sentido, e sou objetivo, e também por questões éticas, não “seguro” o paciente; logo, o quanto antes você se desenvolver, melhor; contudo vale mais a pena um aperfeiçoamento mais efetivo do que algo artifical que durará poucos meses, é preciso paciência, por isso é dito ‘paciente’:
Resultado:
o essencial é se ‘entregar’ à sua psicoterapia, se compremeter e se envolver; comparecer (ou se preparar no computador) de preferência ter um tempo antes e depois da consulta para pensar no que falar e no que foi visto. Alguns minutos de reflexão não é perda, é ganho. Éticamente não é bom falarmos em resultado, isso demanda garantias que a psicoterapia não tem como dar; porém, como tudo, quando há esforço, a probabilidade de chegar onde se quer é maior, e comigo, como os terapeutizandos contnuam, só pode ser por haver algum ganho:
Questãos financeira:
Uma vez acordado o valor, não se preocupe com essa questão, se eu concordei é porque está ok para mim, não gosto de negociar, gosto de que seja algo justo:
Grandes eventos nos quais você pode se envolver, como casamento, namoro, novo emprego, aquisição de um bem que muito desejava, viagem, etc:
são maravilhosos, mas podem envolvê-lo de tal forma que você se distancie de sua psicoterapia se distraindo com o que de muito bom ocorreu. É importante estar atento a isso, comunicar; afinal, o que de bom acontecerá terá um prazo e você voltará a ser como é, ao menos em essência. É perigoso isso encobrir alguns dificuldades de sua personalidade:
Melhora-euforia – desejo de interromper o tratamento:
por vezes acontece de se vivenciar uma euforia assim quando se começa a psicoterapia (ou pouco depois) e pensar em cessá-lo. Essa melhora é muito boa e faz parte da psicoterapia. Contudo, não se muda aspectos relevantes e profundamente enraizados da personalidade de forma eficaz e duradoura em pouquíssimo tempo. É valioso comentar isso comigo. Seja como for, o trabalho psicoterapeutico não é ‘objetivo/concreto’ como na medicina ou no esporte, um sintoma nunca está descolado do todo da personalidade; por isso, para um trabalho mais amplo, precisaremos entendê-lo melhor, através do seu autoconhecimento e minha dsponiibilidade na psicoterapia:
Alta:
não há obrigatoriedade em se desenvolver e amadurecer até um determinado ponto, você é quem decide. Mas é fundamental decidir em conjunto comigo, não tomando essa decisão de forma precipitada; e, se decidir interromper o seu desenvolvimento repentinamente, é bom ter ciênci que em outro momento será relevante continuar a se desenvolver na psicoterapia. Mas, diferente de um curso de inglês, que volta de onde interrompeu, na terapia não é simples assim; se for o caso, melhor decidir pela interrupção com calma:
Espero ter ajudado