Estudos, Discussões e Trocas:
Estudos, Discussões e Trocas –
Fenomenologia Existencial:
A Psicoterapia ‘fenô’ na qual eu compartilho, tem seu fundamento na daseinsanalyse. A proposta fenomenológica, é basicamente de estar em abertura para o que se apresenta; livrando-se (ou tentando) de filtros pré-concebidos do que algo é. Nessa proposta de ’em aberto’, nos colocamos para compreendermos aquele existente único que está diante de nós. Ele veio em busca de ajuda, precisa confiar em nós, e, sobretudo, sentir-se compreendido naquilo que é, único. Tema: Grupo Psicologia Heideggeriana – Estudos, Discussões e Trocas – Fenomenologia Existencial:
Aqui, a fenomenologia-existencial levará em conta os existenciais. A ontologia em que o ‘ser’ é constituído: temporalidade, ser-com-os-outros, ser-no-mundo, finitude (ser-para-a-morte), angústia, corporeidade, espacialidade, compreensibilidade, historicidade, disponibilidade, compreensão, discurso, ocupação, e outros.
Na desvelação da ontologia do ser (como somos), o olhar fenomenológico ganha um importante aliado para compreendermos o movimento não só do analisando, mas de tudo. É uma iniciativa de nos aproximarmos intimamente. Guardando sempre um espaço para o que será desenvolvido no entendimento. Afinal, como não iremos rapidamente rotular, como não partiremos de um pressuposto de verdade absoluta. Precisamos estar desse modo cuidadosamente atentos para esse único que está diante de nós.
© Copyright – Bacellart Psicólogo experiência USP. Dessa maneira o ensaio aqui publicado poderá ser reproduzido, nesse sentido no todo ou em parte, desde que citados o autor e a fonte.
Mas Também com semelhanças com Winnicott:
O psicólogo inserido na fenomenologia-existencial; tem uma postura que se aproxima de uma psicologia humanista e, na psicanálise de Winnicott. No sentido de, dentro do possível, mostrar-se receptivo, acolhedor e verdadeiramente disposto a cuidar. Há uma conciliação, de acordo com o analisando, de o quanto se debruçar em um entendimento do EU (Dasein), e do quanto é momento de amparar.
Esse tipo de psicoterapia não segue um modelo prévio de desenvolvimento do EU (ser-o-mundo). Vai se desenrolando e ampliando conforme o vínculo do analisando com sua terapia, a boa relação com o psicólogo e até onde desejar crescer. A abertura sempre acompanha o psicólogo, observando as mudanças do analisando, seu alargamento de horizontes e de projetos
Na proposta da psicoterapia fenomenológica-existencial, questões como análise prioritariamente racional do ser, assim como especulações de como o ser humano é, simplesmente não existem. Claro que a racionalidade faz parte do compreender, mas é apenas uma parte, e menor. Portanto um existente/acontecente (indivíduo), enfim é melhor apreendido por nossa sensibilidade e abertura. Por isso um pai sem instrução, mas cuidadoso pode conhecer sua filha melhor; do que outro pai com formação intelectual, mas pouco participativo, da educação do seu filho.
Acadêmicos:
São tantas particularidades do ser, que o estar em aberto se torna fundamental para um entendimento fenomenológico profundo. E é um exercício que o psicólogo precisa manter firme. Pois vivendo em um mundo tão mecanizado; que prima tanto pelo pragmatismo e, que para obtenção de resultados precisa de padrões. Objetivos definidos, inclusive emocional, então por vezes podemos nos contaminar com essa visão. No início desse século me parece que isso está se intensificando, sobretudo pela hipercompetitividade. Mas também com seriados e modo de pensar estadudinense que partem de perfis psicológicos pré-definidos.
Gostaria de enviar um agradecimento especial, ao meu grande mestre, o Prof. Dr. Zeljko Loparic. Por contribuições tão importantes na fenomenologia existencial no Brasil; inclusive para psicólogos e psicanalistas.
Texto: Aconte-Ser.






