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NR-1 riscos psicossociais para empresas – ECHO360 ajudará o RH

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Bacellart

Psicólogo Experiência USP Av Paulista Presencial ou Online

Imagem explicando sobre NR-1 riscos psicossociais para empresas

NR-1 riscos psicossociais para empresas – ECHO360 ajudará o RH

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NR-1 riscos psicossociais para empresas – ECHO360 ajudará o RH

Bacellart Psicólogo USP Paulista - O ensaio poderá ser reproduzido, desde que citado o autor.

NR-1 riscos psicossociais para empresas

Tenho acompanhado com interesse a discussão sobre a NR-1 e os riscos psicossociais nas empresas, principalmente porque boa parte do assunto toca diretamente em algo com que trabalho há décadas: a maneira como as pessoas respondem psicologicamente às condições em que vivem e trabalham. Não se trata apenas de identificar quem está ansioso, deprimido ou próximo de um esgotamento. O ponto mais importante, para mim, está em perceber como determinadas formas de organização do trabalho podem favorecer desgaste, conflitos, adoecimento e perda progressiva da capacidade de produzir bem. Muitas empresas só percebem esse problema quando ele já apareceu na forma de afastamentos, faltas frequentes, rotatividade ou queda de desempenho.

O problema psicológico não começa necessariamente no funcionário

Existe uma tendência bastante conveniente de localizar o problema exclusivamente na pessoa. O funcionário não suporta pressão, não sabe administrar o tempo, é emocionalmente frágil ou precisa aprender a lidar melhor com os colegas. Naturalmente, existem diferenças individuais importantes, mas essa explicação pode esconder situações bastante concretas: volume de trabalho incompatível com o tempo disponível, cobranças contraditórias, chefias que não estabelecem prioridades, conflitos permanentes, pouca autonomia, medo de demissão, jornadas excessivas ou um ambiente no qual ninguém consegue dizer que alguma coisa está errada. A dimensão psicológica do trabalho não pode ser reduzida à saúde mental de cada funcionário isoladamente.

Na clínica, vejo como o trabalho pode ocupar uma parte enorme da vida psíquica de uma pessoa. Um profissional pode gostar do que faz e, ao mesmo tempo, estar submetido a condições que lentamente modificam sua disposição, concentração, paciência e capacidade de tomar decisões. Nem sempre isso aparece como uma crise evidente. Às vezes aparece no sujeito que continua trabalhando, mas começa a produzir abaixo do que poderia, demora mais para resolver problemas simples, evita decisões, torna-se excessivamente irritável ou passa a cometer erros pouco habituais. Para a empresa, isso tem um custo. Para a pessoa, também. E frequentemente os dois lados demoram bastante para entender o que está acontecendo.

É justamente por isso que considero importante que empresários e gestores não tratem os riscos psicossociais como mais uma obrigação burocrática entregue ao RH para produzir documentos. Uma avaliação séria precisa alcançar a realidade do trabalho. É muito diferente perguntar genericamente se os funcionários estão satisfeitos e procurar compreender onde estão as pressões, os conflitos, as ambiguidades e os modos de funcionamento que estão produzindo desgaste. Uma empresa pode ter bons salários, instalações excelentes e benefícios atraentes e, ainda assim, manter relações de trabalho psicologicamente ruins.

Prevenir pode custar muito menos do que reparar

Quando esses fatores são ignorados por muito tempo, a despesa não aparece necessariamente com o nome de “saúde psicológica”. Ela pode surgir no número de afastamentos, no aumento das substituições, nas horas perdidas, na dificuldade de manter bons profissionais, em conflitos internos, processos trabalhistas ou simplesmente na perda silenciosa de produtividade. Há ainda o chamado presenteísmo: a pessoa comparece ao trabalho, mas está psicologicamente tão desgastada que sua capacidade real de produzir ficou muito abaixo do habitual. É uma situação particularmente difícil de perceber porque, formalmente, ela continua presente.

Não defendo a ideia de transformar empresas em consultórios psicológicos. São espaços diferentes, com funções diferentes. A responsabilidade empresarial está, sobretudo, em conhecer os fatores de risco existentes no próprio ambiente de trabalho e criar condições razoáveis para preveni-los ou reduzi-los. Isso exige algum grau de escuta, análise das relações de trabalho, conhecimento técnico e disposição para reconhecer problemas que nem sempre são agradáveis de admitir. Uma avaliação malfeita pode gerar apenas formulários. Uma boa avaliação pode evitar sofrimento e despesas consideráveis.

Como psicólogo, considero positivo que esse assunto esteja chegando com mais força às empresas, porque durante muito tempo a dimensão psicológica do trabalho foi tratada como algo secundário ou inteiramente particular do funcionário. Para questões mais específicas sobre NR-1, riscos psicossociais e sua aplicação nas empresas, sugiro o trabalho do meu colega especialista Tiago Jeison, que acompanha o tema de maneira técnica e diretamente ligada à realidade empresarial.

https://www.echo360.com.br/recursos/nr-1-riscos-psicossociais/

Sou o Tiago Jeison, Psicólogo RH, atualmente na filial de Recife. Posso viajar para onde for necessário. Matriz: Av Paulista 2001 CJ 1900 SP São Paulo, filial 2: Florianópolis, filial 3: Recife Pernanbuco Brasil.

 

 

Espero Ter Ajudado!