Me Ensina a Viver Melhor Psicólogo Experiência –
Filosofia e psicologia:
De Forma intimista, em aproximação, envolvimento e abertura; podemos levar esses poemas para tudo em nossa vida: nos enriquecendo e saboreando em todos os sentidos nossas relações, tudo que a vida oferece. Isso é o fundamental da filosofia fenomenológica existencial; e: ‘Me Ensina a Viver Melhor Psicólogo Experiência’.
Quando SENTIMOS a filosofia e psicologia, acontece algo muito mais enriquecedor do que uma apreensão no estilo mais intelectual. A compreensão “vivencial”, “corporal”, tem força maior, é mais tocante, nos marca e perdura melhor. Claro que um psicólogo não precisa ter passado por uma depressão grave para entender seu analisando. Mas se durante o estudo desse sofrimento, ele lembrou-se de experiências tristes suas e de pessoas depressivas que conheceu, lembrar sobretudo do sentimento dessas experiências, sua compreensão será melhor.
No caso da arte, cuidado em priorizar o entendimento intelectual, a proposta sugerida aqui é para vivenciá-la! Como se faz por exemplo num beijo, vinho, banho de mar; sobretudo nas relações afetivas
© Copyright – Bacellart Psicólogo USP Paulista – O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte, desde que citados o autor e a fonte.
O Cio da Terra – o existencial (traço fundamental de nosso ser) ‘Abertura’:
Milton Nascimento
Debulhar o trigo Recolher cada bago do trigo Forjar no trigo o milagre do pão E se fartar de pão.
Decepar a cana Recolher a garapa da cana Roubar da cana a doçura do mel Se lambuzar de mel.
Afagar a terra Conhecer os desejos da terra Cio da terra, propícia estação E fecundar o chão.
É na con-vivência que des-cobrimos a existência. Estarmos abertos, braços abertos, sentidos abertos, racionalidade/mente aberta, que vamos conhecendo intimamente o que se apresenta. Um psicólogo precisa estar sempre assim, não apenas em sua clínica, mas na vida como um todo, é onde ele enriquecerá seu ser, se desenvolve, amadurece mais ainda e ajuda mais seu analisando.
Levantados Do Chão – O ser-com-os-outros (angústia)
Milton Nascimento
Como então? Desgarrados da terra? Como assim? Levantados do chão? Como embaixo dos pés uma terra Como água escorrendo da mão?
Como em sonho correr numa estrada? Deslizando no mesmo lugar? Como em sonho perder a passada E no oco da Terra tombar?
Como então? Desgarrados da terra? Como assim? Levantados do chão?
… E continua. Quando estamos desgarrados do existir, nos distanciamos do ‘já-dado’, ou seja, das convenções sociais na qual aprendemos “como se deve viver”, seguindo os outros, mesmo que de forma sutil, mesmo que dizemos que somos diferentes e fazemos críticas sociais. De alguma forma, sempre estamos inseridos na mundaneidade. Isso não é um problema, exceto se a pessoa se perde muito de si, mas sim, é como somos, é importante estarmos conscientes desse jeito de ser, aceitar, e por vezes “levantar do chão”, nos revendo, revendo o existir.
Me Ensina a Viver Melhor Psicólogo –
Experiência:
‘O cio da terra’ de Milton Nascimento, análise:
Música tocante, em ritmo lento como deve ser para irmos nos apropriando dessa forma de contato-com-o-existir.
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Espero Ter Ajudado!









