O que é Autoestima?
Identidade.
O que é Autoestima? O presente ensaio, 1ª parte, teve como origem um pedido de entrevista sobre o tema, feito por um grupo de alunos formandos em psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP, em março de 2014. Para essa entrevista, precisei me preparar, visto a seriedade do tema, o público que me entrevistava e a possível divulgação para quem não é psicólogo. Ou seja, não iria me alongar muito, tampouco usar termos acadêmicos complexos; tentei assim, escrever sem perda da qualidade e importância do tema.
Elasticidade do tema: Importante lembrar: existem variáveis neste artigo. Tratam, sobretudo, do quanto a pessoa é madura e da intensidade da autoestima, baixa ou alta, ou seja, não saudável.
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O que é autoestima: Nas literaturas acadêmicas de psicologia, psicanálise e filosofia, ao menos nas mais conceituadas, esse termo não é usado. Usam-se a identidade, ego e self. Vou chamar de “o Eu” para facilitar. Estimar significa avaliar, logo, autoestima é uma auto avaliação, que reflete também ao outro e aos valores da vida. Estimar também significa afeto, que é como se mais usa essa palavra. Podemos usar nesse sentido, de quanto se gosta de si, mas prefiro não usar dessa forma pois acarreta mal entendidos. A autoestima, a identidade, a avaliação de si-mesmo, do seu EU, é um modo de ser que influencia muito as ações, pensamentos e principalmente sentimentos.
O que é Autoestima?
Alta e Saudável:
Autoestima Saudável: Uma ‘autoestima saudável’, como eu prefiro nomear, é quando o indivíduo cuida e é responsável por si, sabe de suas limitações e as aceita, assim como reconhece com naturalidade seus pontos fortes; também respeita o outro e sabe que deve ser respeitado, ou seja, os limites das relações. Lida bem com as adversidades da vida, com esperança e serenidade. Não tem vergonha de expor suas dificuldades; também não se incomoda em pedir ou aceitar ajuda e, oferece ajuda com o mesmo valor. É um indivíduo mais inteiro, que aceita a si, os outros e a vida da forma que são. É independente, ou seja, maduro.
O problema da alta Autoestima: Muitas vezes ouço e leio que o algo ideal para uma indivíduo é ser constantemente feliz, forte, totalmente satisfeito, enfim, possuir poder absoluto; ou como escreveu Dostoievski: um ser extraordinário, acima dos seres humanos comuns. Isso se aplica a figuras imaginárias, como semi-deuses gregos.
Um indivíduo que experimente uma alta autoestima, que é em excesso, provavelmente ficará irritado e/ou triste por ter que lidar com algo que desejou e não saiu em elevado grau, como é seu nível de exigência. Além de, eventualmente, ter uma postura arrogante com a vida e os indivíduos, e também consigo. Portanto, essa não é uma autoestima saudável. Infelizmente, quando o indivíduo está nesse estágio, tem mais dificuldade em procurar qualquer tipo de ajuda, sobretudo a psicológica, pois como se diz, ‘dar o braço a torcer’ significa uma fraqueza e, não abertura e flexibilidade. Assim, ele se priva de se cuidar.
Bom equilíbrio a todos!
Espero Ter Ajudado!









