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Alta Autoestima no Trabalho Distúrbio Orientação Bacellart Psicólogo USP

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Bacellart

Psicólogo Experiência USP Av Paulista Presencial ou Online

Alta Autoestima no Trabalho Distúrbio Orientação Bacellart Psicólogo USP

Alta Autoestima no Trabalho Distúrbio Orientação Bacellart Psicólogo USP

Alta Autoestima no Trabalho Distúrbio Orientação Bacellart Psicólogo USP

Bacellart Psicólogo USP Paulista - O ensaio poderá ser reproduzido, desde que citado o autor.

Alta Autoestima no Trabalho Distúrbio –     

Sentir-se valendo mais que os outros: 

© Copyright – Bacellart Psicólogo USP Paulista – O ensaio aqui publicado pode ser reproduzido, no todo ou em parte, desde que citados o autor e a fonte. 

     Distúrbio de alta Autoestima no trabalho: Muitas vezes ouço e leio que o algo ideal para um indivíduo é ser constantemente feliz, forte, totalmente satisfeito, enfim, possuir poder absoluto; ou como escreveu Dostoievski na obra ‘Crime e Castigo’: um ser extra/ordinário, acima dos seres humanos comuns. Isso se aplica a figuras imaginárias, como semi-deuses gregos.

     Um indivíduo que experimente uma alta autoestima, que é em excesso, provavelmente ficará irritado e/ou triste por ter que lidar com algo que desejou e não saiu em elevado grau, como sente que naturalmente deveria ocorrer; pois, em seu excesso de confiança, sente que seria algo que naturalmente deveria ocorrer, pois foi como ‘determinou que deveria ser. Portanto, essa não é uma autoestima saudável.

     Infelizmente, quando o indivíduo está nesse estágio, tem mais dificuldade em procurar qualquer tipo de ajuda, sobretudo a psicológica, pois como se diz, ‘dar o braço a torcer’ significando para ele uma fraqueza e, não abertura e flexibilidade. Assim, ele se priva de ser cuidando, mesmo precisando e/ou nem consegue enxergar que precisa de uma assistência.

     No distúrbio de alta autoestima, há uma postura de superioridade, um excesso de afeto por si-mesmo, a pessoa torna-se narcisista. Narcisista é palavra usada inicialmente na cultura grega antiga, designa o indivíduo muito voltado para seu EU, que se é apaixonado por ele(a). Por vezes não consegue se envolver com o outro, pois se ama. E, caso tenha um envolvimento afetivo, é por uma pessoa que o admira e o aplaude no pedestal, onde realmente acredita estar, além de acatar suas imposições; e assim, “confirma” o quão tem de alto valor.

     Nos relacionamentos sociais/afetivos, se tiver, pois a tendência é ‘se bastar’ – autossuficiente – por vezes perde relacionamentos (amoroso, social e profissional), mas nem sempre se importa com isso por sentir-se autossuficiente.

   Quando o Semi-deus cai…

      Por vezes observo, em certos pacientes/coachees, uma espécie de gangorra, de o analisando ter uma baixa autoestima e, como defesa, uma alta autoestima, para proteger-se desse sofrimento; ele se perde em meio a momentos de depressão, por sentir-se pequeno, e euforia por se estar em destaque.

     Assim nasce uma dualidade: através de uma grave baixa autoestima, pode se desencadear e tornar-se narcisista, centrado em si. Defendido assim, o indivíduo sente-se menos incomodado e, por vezes, chegando à euforia. Contudo, tem também suas quedas, que o deixou depressivo. Isso lembra bipolaridade, mas não é.

 

“Personalidade forte” – “Orgulho”:

         ‘Personalidade forte’, foi como socialmente deram um sentido para aliviar uma pessoa que muitas vezes destrata os outros, não admite falhas e sente-se onipotente – conhece e tem poder para tudo.

     ‘Orgulho’ significa excesso de autoestima. E, segundo o grande dicionário Houaiss: “grande satisfação com o próprio valor, arrogância, soberba, prepotente, desprezo com relação aos outros. E também há o problema da vaidade – que não tem nada a ver com grandes cuidados estéticos, como propagado, mas sim com as perturbações acima.

Como lidar com esse problema:

     Reconhecendo que o ideal seria caminhar para uma autoestima saudável, que a alta autoestima não faz bem a ninguém; para além de um desenvolvimento da personalidade, há que começar um trabalho por humildade; reconhecendo suas limitações e as dos outros; ou seja tendo compaixão (cuidado consigo e com os outros), de forma respeitosa e madura. Para os que dizem ter uma religião, é algo bom a refletir com mais carinho; ou mesmo para quem é ateu, sobre suas convicções humanistas. Para quem não tem nenhuma dessas visões anteriores, essa melhora será benéfica a você, pois evitará conflitos com outras pessoas; por serem maltratados por uma pessoa que se sente superior, destrata e humilha.

     A dificuldade enorme de a pessoa com alta autoestima cuidar-se:Por não ter força de caráter para admitir suas fraquezas humanas; é raríssimo uma pessoa assim querer tratar-se; sobretudo com psicoterapia, onde atribuiria ao psicólogo uma “autoridade” sobre si, que seria impensável. Se você conhece alguém assim, sugiro comentar que esse jeito de ser dela, está causando problemas a ela mesma (com os outros); além disso ela se impõe nunca errar, que gera stress; e tem a tendência a ter uma confiança exagerada em ser imune a problemas, por exemplo: acidentes de automóvel ou no esporte, falta de cuidado com sua saúde; nos empreendimentos como montar uma empresa e esta vai a falência, o(a) companheiro(a) nunca irá separar-se apesar dos abusos, etc.

 

Questão base: Excesso de confiança e de superioridade, corre o risco de falhar e se deprimir. Arrogante, prejudica suas relações sociais/afetivas, se tiver.

 

 

Espero Ter Ajudado!

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